marcos loures, brasil
Resta um pouco de perfume Nas minhas mãos tão cansadas, Essa mulher, meu queixume, Tantas noites, recordadas...
Para que vou protelar, O que não tem serventia, Eu só queria um lugar, Repousar a valentia...
Tanto tempo, tudo pode Nada a prazo, tudo à vista, Me escondendo num pagode, Eu vou acabar budista.
Nos teus pés, já bem cansados Belos pés, se estás descalça, Nas danças, abençoados; Na serenata de valsa...
Não quero mais valentia Nem tampouco tempestades, No tanto que me cabia, Não cabe felicidade...
Te proponho conhecer O que em mim não saberia, No teu corpo, me perder, Raiando essa poesia...
Galo cantando, manhã, O sol vem devagar, manso, Meu amor sem amanhã, Maremoto no remanso...
Cansaço de tantos medos Segredos destes cansaços, Quero saber teus segredos, Me prendendo nos teus braços...
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Por lobitogabriel - 7 de Agosto, 2006, 8:01, Categoría: poesia
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